Sei que vais ler

Verao 2010 - Praia do Monte Verde
Há alturas em que procuro algures na minha cabeça ou até mesmo no meu coração a tua imagem, o teu cheiro ou até mesmo a tua voz. Poderia dizer que o sinto dentro de mim e que isso me continua a matar, mas não.
 Admito que já não penso em ti e muito menos naquela oportunidade que poderia surgir de formar-mos aquele nosso 'nós'.
Desistir não foi nada fácil e tu sabes daquilo que estou a falar.
Mas ver-te já nao me causa ansiedade e saber que segues com a tua vida, tambem (já) não me causa sofrimento.
Sempre te mostrei as minhas fraquezas ao ponto de te dizer que sentia a tua falta. Se há algo que aprendi contigo foi a baixar a fasquia do meu orgulho (criando o paradoxo de me sentir orgulhosa de tal).
Odiei-te pela forma como falas-te comigo da última vez e mais ainda pelo que disses-te, mas agora, vejo que foi a única solução e com aquela 'conversa' deste-me as respostas a muitas das minhas questões, mas isso nao faz com que te consiga perdoar.
Não quero nem procuro mais por ti nem por saber como te vão as coisas, saber que estás bem ja me é suficiente.
Saber que não posso contar contigo já não me atinge mas começo a adorar o cuidado que as pessoas tomam quando me falam no teu nome ou no pedido de desculpa que pedem depois de o pronunciarem. E não, (hoje) não te escrevo para te voltar a "tocar na ferida" tal como tu dizes. Só escrevi porque acordei e esqueci-me de sentir saudades tuas
Desculpa, mas agora só restam os textos, as músicas e as fotografias.

Apenas tu



Ninguém como tu para fazer-me rir. Ninguém como tu sabe tanto de mim. Ninguém como tu é capaz de dividir as minhas penas, a minha tristeza, a minha vontade de viver. Tens esse dom de dar tranquilidade, de saber escutar, de envolver-me em paz. Tens a virtude de fazer-me esquecer o medo que me dá de olhar para a escuridão. Somente tu podes entender e somente tu poderás acreditar.

sem foto

Querendo-te é dificil dormir... Quando começo a sonhar o meu corpo relaxa-se, tudo me faz sorrir, mas de repente esse sonho acaba e aqueles sentimentos acabam, converte-se em pesadelo, sinto que te desvacenes, os meus olhos humedecem-se, sinto-me débil, não quero perder-te, porque sonhando é o único momento em que te tenho, é quando és realmente meu. E então acordo, abro bem os olhos, mas há algo que me motiva a fechá-los, e quando se vão fechando, lembro-me do que tinha sentido e tenho medo, tenho medo de voltar aquele pesadelo, porque eu quero continuar a sonhar. Fecho os olhos, porque tenho a esperança de sonhar, de sonhar outra vez contigo, sem cair no pesadelo.
Talvez um dia isto acabe, talvez um dia poderei sonhar sem parar, sonhar e sonhar, até mesmo acordada... Ou talvez um dia simplesmente acorde e não queira voltar a sonhar contigo. Agora reparo que esse dia chegou.     

Capital francesa

O meu irmao mais uma vez està a adorar esta cidade
Bem, é so para dizer que cheguei ontem à tarde a Paris e que por isso mesmo vai ser dificil postar, mas eu tentooo!

Solidão

Obrigada por todos os vazios preenchidos

Não há ninguém, o vento sopra suavemente, o sol vai-se escondendo e entra a escuridão, vou ficando sozinha, porque não há caminho recto, todos têm curvas com barro, e sozinha sigo, anseio um abraço e um beijo, que são fictícios na minha mente... porque não há ninguém... somente estou eu, lutando por algo que não é.

Querer, já foi poder

Estes momentos já mudaram muita coisa.
Planeio uma meta e tenho que contorná-la. Traço uma linha recta mas sai sempre alguma curva. Sorrio e o meu rosto enche-se de lágrimas. Combino uma viagem e tenho que adiá-la. Respiro e não consigo. Procuro a solução e deparo-me com problemas. Vejo tudo escuro quando tiro os óculos de sol. Confio e o Mundo falha. Falo sem apenas pronunciar uma palavra. Encontro uma saída, mas está em obras. Luto e caio rendida no chão. Quero e não posso. Sorrio sem saber. É isto, de sentir-me incapaz. De tropeçar e não poder levantar-me. De fracassar sem ânimos de voltar a tentar. De avançar, de avançar e não chegar.

Seguir-te-ei na escuridão

Praia do Pópulo - dia de Inverno
Não, não fazes a mínima ideia. Não sabes do que eu sou capaz quando estás perto de mim. Não entendes nada sobre a magia que há nos teus olhos, do que eu seria capaz de fazer por ganhar um lugar neles. Não logras compreender o número de semáforos em vermelho que teria passado, dos quinhentos e trinta e três passos da minha casa à tua que teria percorrido em milésimas de segundo, das pessoas contra me haveria lançado para ser a primeira que visses pelas manhãs nada mais saísses da cama. Não, não sabes quantos choques provocados 'acidentalmente' haveria criado contigo, só para que fossemos um amor à primeira vista, ou à segunda, ou à terceira, ou à quarta ...